PIB do I trimestre de 2025 no RS varia 1,3%

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Agropecuária puxa economia gaúcha no primeiro trimestre

No primeiro trimestre de 2025, conforme divulgado pela Seplag-RS/DEE, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul registrou aumento de 1,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, em linha com a variação do PIB do Brasil (1,4%). Esse resultado sucedeu uma variação de 0,8%. Em termos de atividades econômicas, a Agropecuária apresentou crescimento expressivo de 27,3% (ante 12,2% no Brasil). A Indústria registrou uma leve alta de 0,2% (ante -0,1% no Brasil), impulsionada principalmente pelos segmentos de Indústria Extrativa (0,8%) e Indústria de Transformação (0,4%). Por outro lado, o setor de Serviços teve desempenho negativo, recuando 0,2% (ante 0,3% no Brasil), com queda de 0,3% do Comércio.

Em relação ao mesmo trimestre de 2024, o PIB gaúcho teve aumento de 1,8% – inferior aos 2,9% registrados pelo PIB nacional. Nessa perspectiva, o maior destaque também fica por conta da Agropecuária com aumento de 6,3% (ante 10,2% no Brasil) puxado pela expansão de culturas como uva (36,0%), fumo (18,0%) e arroz (14,0%). Em contrapartida, a lavoura de soja teve retração de 37,0% decorrentes dos impactos da estiagem. Na Indústria, o recuo de 1,0% (ante 2,4% no Brasil) refletiu a queda expressiva em Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-19,5%), que não conseguiu ser compensada pela expansão da Indústria Extrativa (3,4%), da Indústria de Transformação (1,1%) e da Construção Civil (4,1%). Nos Serviços, o aumento foi de 2,6% (ante 2,1% no Brasil) e as principais contribuições positivas vieram do Comércio, que avançou 6,0%, de Transporte, Armazenagem e Correio (4,7%) Intermediação Financeira e Seguros (4,5%) e Outros Serviços (2,2%).

Os resultados da economia gaúcha no primeiro trimestre de 2025 estiveram alinhados aos do Brasil na comparação com o trimestre imediatamente anterior, embora tenham ficado abaixo do desempenho nacional em relação ao mesmo período de 2024. Em ambas as comparações, a Agropecuária foi o setor com maior contribuição positiva para o crescimento, derivado de uma estiagem mais tardia que teve forte impacto sobre a soja, mas que afetou pouco outros produtos. Entretanto, os demais setores apresentaram diferenças importantes: na Indústria, o Rio Grande do Sul cresceu frente ao trimestre anterior, porém recuou na base anual, movimento inverso ao registrado no país. Já o setor de Serviços apresentou queda na comparação trimestral, enquanto o Brasil avançou; contudo, na comparação com o mesmo período do ano anterior, os Serviços gaúchos tiveram desempenho superior ao observado nacionalmente.

Ao longo do ano, é esperado um processo gradual de desaceleração da economia. No Rio Grande do Sul, contudo, os impactos dessa desaceleração poderão ser parcialmente compensados ainda pelos estímulos econômicos derivados das ações de reconstrução após a tragédia climática, que tem impulsionado o setor da construção civil. Por outro lado, no Comércio, a desaceleração observada (e já esperada) neste trimestre tende a se prolongar nos próximos períodos. Adicionalmente, a Agropecuária deverá enfrentar impactos negativos mais intensos no segundo trimestre, refletindo os danos causados pela estiagem na lavoura de soja. Nesse cenário de forças opostas, permanece incerto o efeito líquido sobre o desempenho econômico do estado.

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